Segundo a tradição marxista é por intermédio do trabalho que se faz possível a significação do homem no mundo. O trabalho do homem antes de ser realizado é pensado, essa característica denominada de teleológica é o que diferencia o trabalho humano do animal.
Embora o trabalho apresente esta importância fundamental na vida humana, o desenvolvimento das forças produtivas levou a uma grande divisão do trabalho, gerando assim diversas subdivisões entre os indivíduos que realizam trabalhos determinados.
A divisão do trabalho só surge efetivamente a partir do momento em que se opera uma divisão entre trabalho material e intelectual, esta divisão provoca não apenas a divisão desigual dos trabalhos, como também a repartição desigual dos seus produtos tanto em qualidade quanto em quantidade. Em outras palavras, dá origem a propriedade.
A diferença entre trabalho manual e intelectual exerce influência na sociedade, uma vez que não só o trabalho é dividido entre os indivíduos, mas o próprio indivíduo é mutilado e transformado no aparelho automático de um trabalho parcial.
Para modificar essa situação se faz necessário perceber que a causa de tal processo está no ser, não na consciência, não no pensamento como faz crer o liberalismo, mas na vida que leva o operário a não ter garantida as mínimas condições de desenvolvimento intelectual.
Se as circunstâncias em que este indivíduo evoluiu só lhe permitem um desenvolvimento unilateral, de uma qualidade em detrimento de outras, é somente com a consciência dessa situação que este mesmo indivíduo pode modificar e operar mudanças significativas nessa realidade pela qual é cercado, embora é forçoso reconhecer, a educação oficial não permita ou não estimula tal consciência.
Cada sociedade possui um sistema de educação que se impõe aos indivíduos de modo geralmente irresistível. Há costumes com relação aos quais somos obrigados a nos conformar, costumes que são produto da vida em comum, costumes que são, na sua maior parte, obra das gerações passadas. A educação está relacionada com a religião, organização política, grau de desenvolvimento das ciências, estado da indústria, etc
O limite da emancipação política aparece sob forma de emancipação intelectual, e esta só é possível por intermédio de uma educação de caráter politécnico.
Esta forma de educar promove a difusão de uma nova possibilidade de ensino, na medida em que mistura o conhecimento científico dos laboratórios aos conhecimentos práticos da oficina, proporcionando uma educação que tenha como objetivo germinar o trabalho produtivo, ou seja, um trabalho teleológico, que possibilite novamente ao executor dessa atividade perceber por intermédio desta a existência humana no mundo unindo assim novamente, trabalho material de trabalho intelectual.
Desta forma a educação de todas as crianças, a partir do momento em que possam desligar-se dos primeiros cuidados maternos, e trabalho produtivo andarão lado a lado.
Rafael Moreira.
quarta-feira, 30 de março de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
Integração
Passeando pelo “Estadão” online, bem no começo do ano, li uma materia na qual me chamou a atenção o título “Integração entre cérebro e máquina vai influenciar evolução”, me surpreendi ao longo da entrevista.
Miguel Nicolelis, médico e pesquisador de grande prestígio,sua entrevista era sobre seu novo instrumento de pesquisa, é preceptivel sua preucupação quanto a sua pesquisa vai influenciar na sociedade.Por ser um pesquisador lhe questionaram quanto a política cintífica brasileira, ele diz “o talento humano é sufocado por normas(...) “, fala isso devido sua dificuldade para conseguir verba para sua pesquisa, o que me lembrou a questão de que se essa dificuldade existe em um nivel mais alto, nos remete a pensar que se na educação básica temos dificuldade e aos que chegarem a graduação, na pós, por ai em diante, terá certamente dificuldades, o proprio pesquisador diz que a política científica é elitizada,.Ou seja podemos ter vários genios , pesssoas que realmente irão fazer a diferença , só que provalvelmente e infelizmente não iremos conhecer.
Um outro ponto que cita é a questão de que a sociedade brasileira não está sendo contemplada com o que é produzido, temos pesquisas para resolver problemas aos quais a sociedade brasileira não esta vendo respostas, se distanciaram.E não é só em relação a isso, é em todas as areas, pra mim é de se surpreender que um médico se preucupe com a sociedade em um todo, como que uma sociedade e compostas por varias areas e se singularizam em seu tema sem interação?!
link da entrevista: http://estadao.br.msn.com/ciencia/artigo.aspx?cp-documentid=27175274&b=1
Jésse Kalein
Jésse Kalein
segunda-feira, 28 de março de 2011
Ctrl C e Ctrl V
Pessoal vamos evitar de ficar copiando e colando notícias, posts... sem ao menos fazer uma crítica!
Museu da Sexualidade
Olá pessoas! Sei que parece um tanto distante das nossas discussões até aqui, mas gostaria de compartilhar com vocês um link sobre o Museu da Sexualidade:
Pela primeira vez no Brasil é aberto um MUSEU DA SEXUALIDADE - que pretende mostrar um conjunto de fenômenos da vida sexual e da sexualidade no mundo. Situado provisoriamente na Sede do Grupo Gay da Bahia, inaugurado dia 2 de setembro de l998, constando de rico acervo de peças provenientes de diversas culturas e de material incluindo cerâmica, porcelana, mármore, vidro, fibra, acrílico, madeira, tecido, incluindo esculturas, desenhos, objetos utilitários. Trata-se de uma iniciativa do bacharel em História, Marcelo Cerqueira, curador do Museu, com assessoria do Professor Luiz Mott, mestre em etnografia pela Sorbone de Paris e Titular do Departamento de Antropologia da UFBa.
domingo, 27 de março de 2011
Goiás forma primeira turma de Letras Libras do Brasil
Quarenta e quatro estudantes surdos se formaram dia 24/03/2011 no curso superior de Letras Libras. O curso de Goiás formou a primeira turma do País. Criado pelo Ministério da Educação em parceria com o Instituto Federal de Educação – IFG e com a Universidade Federal de Santa Catarina, o Letras Libras é ministrado em nove pólos de educação em todo o Brasil. Em Goiás, o apoio da Secretaria de Estado da Educação garantiu aos alunos o estágio nos colégios estaduais, necessário para completar a formação.
A colação de grau ocorreu, no Teatro Madre Teresa Garrido, no Colégio Santo Agostinho. De acordo com a coordenadora do curso em Goiás, professora Soraya Bianca Duarte, não existia nenhuma formação superior direcionada a atender estudantes que se comunicam através da linguagem de sinais. “A criação do curso abriu esta porta. E o seu sucesso se deve também à abertura das escolas para a realização dos estágios, o que não ocorreu em outros estados”, ressalta a coordenadora.
Os estágios são realizados através de convênio entre a Seduc e a coordenação do curso. Os estagiários foram recebidos nos colégios estaduais Colemar Natal e Silva e José Carlos de Almeida. Também foram oferecidas vagas no Centro de Apoio aos Surdos – CAS, do Governo Estadual, e na Associação dos Surdos. Soraya Duarte destacou ainda que “a receptividade nas escolas foi gratificante. Sem este estágio nossos alunos não conseguiriam concluir o curso com qualidade”.
Essa iniciativa do Ministério da Educação foi mesmo muito legal, mas ainda acho que é pouco comparada a realidade da educação no país. Acho que deveria haver um investimento maior na formação de professores em outras áreas, não só um curso de Letras Libras, mas Sociologia Libras, Física Libras, Matemática Libras. Enfim, oportunidade e qualidade de ensino igual para todos.
LADY TATIANE
Mais investimento em educação
Mais investimento em educação
Professor: carreira de Estado
(Brasília, 23/03/2011) - A meta de número 20 do Plano Nacional de Educação (PNE) prevê o aumento de 2% no investimento em educação como proporção do Produto Interno Bruto (PIB). Assim, a educação passará a receber recursos da ordem de 7% do PIB. O objetivo foi defendido nesta quarta-feira, 23, pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados.
“Estamos falando de R$ 80 bilhões a mais para cumprir as metas do PNE”, explicou Haddad. Da maneira como foi composto, o projeto de Lei que estabelece o PNE tem vinculação direta entre metas e recursos. Assim, não é possível estabelecer novos objetivos, como por exemplo, o aumento do número de vagas em cursos de educação superior, sem necessariamente aumentar a destinação de recursos.Magistério - Haddad defendeu, ainda, que a carreira do magistério seja encarada como uma carreira de Estado. Assim como o piso nacional estabeleceu um patamar em todo o país, os outros componentes da valorização do magistério, como o plano de carreira, também devem ter caráter nacional, segundo o ministro.
Um dos maiores problemas enfrentados pelos profissionais do magistério hoje, disse Haddad, se refere à seleção de profissionais para atuar nas escolas públicas. “As provas de concurso cobram do docente mais conhecimento sobre a legislação do que sobre conteúdo prático”, relatou. Para superar o problema, foi assinada portaria que estabelece uma prova nacional para seleção de professores. O documento prevê a criação de um banco de questões que poderá ser utilizado para nortear as seleções feitas em estados e municípios.
Vejam que interessante noticia para nós futuros professores.
Maria Aparecida.
sábado, 26 de março de 2011
Educação versus Política
Durante a aula de estágio 3, discutimos sobre as teorias pedagógicas da educação. Durante a aula travamos um debate a cerca das teorias "Não-críticas", "Críticas-reprodutivas" e por último a teoria Crítica da educação. Por conta dessa discussão, tentei fazer uma relação com os conteúdos que ando lendo para a construção do meu TCC e fiquei com uma sensação...
Já que para a consolidação e o bom funcionamento de políticas de participação é necessário dentre outras condições uma tradição "associativista"( nos moldes de Tocqueville). Como alcançar esta condição? (essa é minha sensação, poderia ser uma dúvida).
Levando em conta essas teorias pedagógicas, mais especificamente a teoria Crítica da educação e seu papel como define Saviani, de dar a "substância correta" para que a classe trabalhadora tenha um ensino, que valorize o diálogo entre professor e aluno sem perder de vista a relação com a cultura acumulada historicamente, quer dizer, este diálogo proposto pode então "fundar" nos indivíduos a "intenção política" fundamental para a participação efetiva na "política". Comentem!!!
Rafael Barros
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