quinta-feira, 26 de maio de 2011
Documentário " História das Coisas"
A “História das Coisas” é uma produção norte-americana, criada por Annie Leonard, o documentário utiliza a técnica da animação gráfica acompanhada da narrativa oral, para abordar e questionar temas como a exploração dos trabalhadores e dos bens naturais dos países pobres, a divisão internacional do trabalho, o intenso consumo de produtos industrializados, a geração de grandes quantidades de lixo, o papel dos meios de comunicação e da publicidade no estímulo ao consumo, a submissão dos governos e a formação de grandes corporações capitalistas.
O documentário faz uma ampla discussão sobre as forças produtivas impostas pela sociedade através do capitalismo, que tem como objetivo despertar o consumismo, e assim exigindo cada vez mais que se extraia matéria prima dos recursos naturais para que se possam produzir infinidades de produtos industrializados para serem consumidos. Portanto nesse sistema, cada passo interage com um mundo cuja sociedade, cultura, economia e meio-ambiente esbarram em limites.
O sistema de extração, produção, consumo e lixo de acordo com o documentário é um sistema em crise, pois se trata de um sistema linear que não atende as necessidades do nosso planeta que tem como característica principal ser “finito”.
A extração é o primeiro limite enfrentado, pois devido ao grande aumento da exploração da matéria-prima os recursos naturais vão limitando-se, fazendo com que os grandes polos industriais do planeta migrem para países mais pobres para poder explorar dos seus bens naturais e da mão-de-obra barata. Só nas últimas décadas foram consumidos 33% de todos os recursos naturais do planeta, 80% das florestas naturais do planeta foram dizimadas, só na Amazônia 2000 árvores são destruídas por minuto, um número assustador.
Na produção onde essa matéria-prima é utilizada juntamente com energia para produzir produtos contaminados com tóxicos, há mais de 100.000 químicos sintéticos existentes e lançados no meio natural, na grande maioria são desconhecidos os impactos totais na saúde e no meio ambiente. É na fase da produção que fica mais nítida a divisão internacional do trabalho e a exploração da mão-de-obra barata e qualificada.
Na fase da distribuição toda essa mercadoria é exposta ao consumidor a um valor resultante da exteriorização dos custos.
O coração desse sistema, o motor gerador, é o consumismo ou ritmo de consumo, onde 99% dos produtos que percorrem o sistema são transformados em lixo, e só apenas 1% dos produtos consumidos serão reutilizados.
Nesse documentário são apresentados conceitos como obsolescência planejada, que é a criação de produtos feitos para durar pouco e aumentar o consumo, e de obsolescência perceptiva que é construção da ideia de que as pessoas devem acompanhar as novidades do mercado, comprar e usar os novos produtos para serem valorizadas na sociedade. A moda é um exemplo de obsolescência perceptiva, onde sentimos a necessidade de consumir somente os produtos ditados pela moda. A mídia e a publicidade é a grande manipuladora nesse processo de consumo desordenado.
Com o aceleramento do consumo, há o aumento do lixo, nos Estados Unidos cada americano produz em média 2kg de lixo por dia, aí então nos perguntamos, para onde vai todo esse lixo?
As formas mais comuns para se tratar esse lixo é a incineração, que é a queima desse lixo, e tem como vantagem a diminuição de volume, porém tem como desvantagem a produção de dioxina, a fonte mais tóxica produzida pelo homem. A segunda forma são os aterros sanitários, trata-se de um processo para a disposição de resíduos sólidos no solo, esse processo é responsável pela grande parte da contaminação dos solos e do lençol freático do nosso planeta.
O documentário mostra que a maneira mais prática de se alterar o sistema atual é através da conscientização por meio das pessoas e das indústrias. Porém é muito complicado alterar esse processo de consumismo e falar sobre conscientização onde todos estão condicionados à consumir cada vez mais.
Mas é algo que todos devem refletir, e procurar ser mais consciente, para diminuirmos os impactos sociais e ambientais principalmente!
Tenho certeza que ao final desse documentário você terá uma outra visão sobre o assunto.O link do documentário é o seguinte: http://www.megaupload.com/?d=K24YY9Z9.
(LADY TATIANE)
"Kit Gay" : Preconceito x Conceito
"Companheiros e Companheiras":
Abaixo, alguns links relacionados aos debates "políticos" sobre o "Kit Gay":
http://www.youtube.com/watch?v=gNJKJLCPrT4
http://www.youtube.com/watch?v=D1Bkv70SEr8
http://www.youtube.com/watch?v=zAXJXUWWbUQ
O que fica de “obscuro” nesse processo todo de construção e de reconstrução de conceitos que giram em torno do discurso elaborado pelos 3 vídeos apresentados é o de tentar entender até que ponto que esse material está contribuindo para uma educação sexual na qual já é utilizada, e, portanto adequada a fins de salientar sobre a consciência de saúde pública, ou se esse material é conseqüência do que nós entendemos por banalização do sexo em um tipo de processo “moderno” e portanto, cool, ou até que ponto está ligado a um discurso sobre a pura decisão que implica o “ser ou não ser” de certo indivíduo, ou então uma luta de poderes...ou se implica na concepção de respeito as diferenças e principalmente contra a homofobia?
Ambos os discursos não explicam de forma mais lúcida do que um guerra de poderes e de discurso, tomando todos os textos que nós vimos com o professor Frank fica essa postagem extremamente polemista para que possamos discutir sobre as reais condições “modernas” que fomentam o processo de educação.
Roberta R. Goes.
Abaixo, alguns links relacionados aos debates "políticos" sobre o "Kit Gay":
http://www.youtube.com/watch?v=gNJKJLCPrT4
http://www.youtube.com/watch?v=D1Bkv70SEr8
http://www.youtube.com/watch?v=zAXJXUWWbUQ
O que fica de “obscuro” nesse processo todo de construção e de reconstrução de conceitos que giram em torno do discurso elaborado pelos 3 vídeos apresentados é o de tentar entender até que ponto que esse material está contribuindo para uma educação sexual na qual já é utilizada, e, portanto adequada a fins de salientar sobre a consciência de saúde pública, ou se esse material é conseqüência do que nós entendemos por banalização do sexo em um tipo de processo “moderno” e portanto, cool, ou até que ponto está ligado a um discurso sobre a pura decisão que implica o “ser ou não ser” de certo indivíduo, ou então uma luta de poderes...ou se implica na concepção de respeito as diferenças e principalmente contra a homofobia?
Ambos os discursos não explicam de forma mais lúcida do que um guerra de poderes e de discurso, tomando todos os textos que nós vimos com o professor Frank fica essa postagem extremamente polemista para que possamos discutir sobre as reais condições “modernas” que fomentam o processo de educação.
Roberta R. Goes.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
o maior problema da educação está na gestão!
Disciplina dá a escola de Goiás nível de países desenvolvidos
O JN no Ar visitou as duas escolas de Goiânia com o pior e o melhor desempenho no Ideb no município. A mais simples obteve a maior média entre todas as visitadas pela blitz até agora: 7,1.
Caros colegas! Certamente todos vocês assistiram essa reportagem veiculada pelo jornal nacional do último dia 19 sobre as escolas goianienses com maior e menor média no IDEB, onde podemos observar que em uma escola com melhores instalações físicas e com professores com salários um pouco maiores os alunos obtiveram a menor nota e na outra com instalações inferiores e professores com salários menores observamos um melhor rendimento e aproveitamento dos mesmos. O que me leva a concluir que o problema está na má qualificação ou até no descaso da gestão.
Maria Aparecida
O JN no Ar visitou as duas escolas de Goiânia com o pior e o melhor desempenho no Ideb no município. A mais simples obteve a maior média entre todas as visitadas pela blitz até agora: 7,1.
Caros colegas! Certamente todos vocês assistiram essa reportagem veiculada pelo jornal nacional do último dia 19 sobre as escolas goianienses com maior e menor média no IDEB, onde podemos observar que em uma escola com melhores instalações físicas e com professores com salários um pouco maiores os alunos obtiveram a menor nota e na outra com instalações inferiores e professores com salários menores observamos um melhor rendimento e aproveitamento dos mesmos. O que me leva a concluir que o problema está na má qualificação ou até no descaso da gestão.
Maria Aparecida
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Adoção de livro de português causa polêmica, comentando..
Oi, Dilma.
Tentei comentar, mas os links não vão..então coloquei aqui.
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/files/2011/05/livro-didatico2.jpg
Vai em anexo um texto interessante sobre tudo isso:
A batalha das línguas na guerra das culturas
Elismênnia
Tentei comentar, mas os links não vão..então coloquei aqui.
Não acredito que a língua portuguesa padrão tenha maior rigor, mais que é uma variante do continuum que é o português. Desde o início dessa discussão li textos de vários autores (todos homens) criticando, muito o livro, com argumentação semelhantes as dos Sérgio Nogueira:“ não se vai a escola para aprender falar errado, pois isso já sabemos”, “ “não vamos a escola para aprender o que podemos aprender sozinhos”. Se aprendemos, aprendemos com alguém, com a família, com pessoas de convivência de várias instituições, com as professoras e professores enquanto dão aulas, ou seja, aprendemos em contexto amplos de repasse de ensino, ou agora só a escola faz isso - transmite conhecimento -? Um dos textos que chegou até mim, foi publicado na veja, tem um link sobre a discutida parte do livro, vai em anexo só a página que traz o exemplo tão “aclamado” para vocês verem do que se trata.
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/files/2011/05/livro-didatico2.jpg
Gostei da ideia do livro, e queria lembrar que questões sobre língua, ou quais vertentes falar de uma língua, quais línguas falar, são construções sociais regidas por imposições sociais, políticas, economicas, éticas... As críticas sobre o livro estariam em torno de: “ não temos produção de conhecimento válida em pessoas pobres” ? A língua culta foi uma grande conquista? Pode ser, mas foi uma grande imposição também, e a não standartização dela também vai ser, e para grupos diferentes.
Não tenho dúvidas de que podemos ver esse livro no sentido de uma luta contra-hegemonica. Se o MEC, que é a instituição mor, deu seu parecer positivo, eu fico feliz, e se agora vão contestar a legitimidade do MEC, que seja. Não foram os populares, os indígenas..que pediram um Estado-nação regulador de suas vidas. Agora vão querer mudar as suas próprias regras só por que estamos as jogando contra eles?
Vai em anexo um texto interessante sobre tudo isso:
A batalha das línguas na guerra das culturas
Elismênnia
domingo, 22 de maio de 2011
O depoimento da professora Amanda Gurgel e seus resultados: a força da grande rede
Nessa última semana esse vídeo se tornou um viral (algo que espalha rápido na internet) em vários blogs, páginas de notícias, grandes portais, etc. O discurso da professora Amanda Gurgel, professora da rede pública do estado do Rio Grande do Norte, tomou proporções elevadas, que fizeram com que a professora viesse a participar no domingo (22/05) do programa Domingão do Faustão, que é uma das principais atrações da rede de maior proporção do país.
O discurso caloroso da professora, trás como principal tema, a condição de serviço da classe dos professores, falta de material, falta de transporte coletivo digno, falta de alimentação, precarização do salário, más condições físicas das escolas públicas entre outros assuntos.
Mais o que eu venho também abordar aqui é a força da internet, que na minha opinião, nunca a sociedade teve acesso ao veículo de informação tão rápido e interativo como a grande rede. Muitos blogs são criticados (principalmente os blogs de humor, que são os mais acessados da grande rede), pela forma vazia de transmitir opinião, ou pela forma enviesada de informação, se fecharam com o único propósito de promover o vídeo com o discurso da docente.
Outro ponto importante a ser ressaltado é a importância que a sociedade dá para educação, não sei se a mesma, de uma forma total, não participa da educação ou se interessa por ela, pelo fato de ter pouco acesso a informação da realidade da educação de forma contundente (sempre escutam a respeito do descaso com a educação, mais não é instruída para ajudar a melhorar). A fragilidade da educação deve ser discutida na escola, para que os estudantes passem a debater o que levou a educação a chegar nesse desencantamento.
João Augusto Silveira Ferreira
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Adoção de livro de portugues pelo MEC causa polêmica
Temos visto reportagens que denunciam a realidade da escola pública. Esta do dia 17/05 se junta as outras inclusive já postadas no blog sobre o escandalo da merenda.
Esta agora trata da adoção de livro de portugues que está sendo considerado como um retrocesso para a aprendizagem. Sabemos que a língua escrita , formal, tem maior rigor e constitui a forma cobrada em testes de adimição de emprego e exames de vestibular. Como a escola particular hoje é vista como a que prepara para o vestibular, nela o portugues formal permanece. Então será mais uma investida para distanciar o ensino do público e do privado? E quanto isso é associado com a perspectiva de classe? Qual o peso, o que podemos esperar dos resultados? Será um "ganho", como uma liberdade maior de expressão, ou um empobrecimento mesmo? Será uma fuga do sistema de dominação , um avanço contra a reprodução?...
Vejam a matéria:
Dilma Maria
quarta-feira, 18 de maio de 2011
JORNAL UFG
“... enquanto alguns foram à Lua, muitos nunca foram à escola”
20/04/2011
Professora da Faculdade de Educação fala sobre letramento digital e aprendizagem em rede
20/04/2011
Professora da Faculdade de Educação fala sobre letramento digital e aprendizagem em rede
Gosto muito de ler o jornal da UFG, no nº 44 de abril de 2011, entre as várias matérias publicadas encontram-se três que dizem respeito à educação, as três são muito interessantes. A primeira tem como título: Questões para a aprendizagem em rede, da professora Débora Duran da Faculdade de Educação. Ela “busca compreender de que forma ocorre a apropriação do conhecimento em tempos de alto desenvolvimento tecnológico.” Ela aborda um pouco sobre a EAD (Educação a Distancia), sua importância e de como esta ainda constitui um desafio altamente complexo para a educação. Fala sobre a TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) como estas tem atuado sobre a sociedade, mas que não podem garantir o pleno desenvolvimento cognitivo e social do individuo. Gostei muito da maneira como ela coloca todo esse desenvolvimento e de como a ID ( Inclusão Digital) além da suposta democratização que traz em seu bojo possui na verdade outros interesses mais fortes.
O texto nos faz refletir sobre o fato de que mais uma vez a formação de cidadãos críticos passa não só pela educação formal, pois como sabemos esta é muito manipulada, mas passa também pela educação não formal, aquela do dia a dia, em nossos encontros, conversas, discussões, questionamentos e etc., onde ocorre o “agir comunicativo” de Habermans.
Fica aqui a dica para a leitura de todo o texto da entrevista que pode ser lido na integra no www.jornalufgonline.ufg.br
Sandra Rancan
Assinar:
Postagens (Atom)

