Olá Maria Aparecida,
Recebi por colegas da educação esta carta que dá um enfoque diferenciado a questão e penso eu depois de lermos podemos ter perspectivas diferentes da apresentada anteriormente ou pelo menos fazer ponderações. Segue o conteúdo:
Esta carta foi enviada por e-mail a redação do JN, da qual estamos esperando por uma resposta ou explicação da referida reportagem.
Bom dia!
Sobre a reportagem do JN no Ar, exibida ontem, dia 19/05, que mostrou o perfil de duas escolas, da rede municipal, visitadas na grande Goiânia, quero neste contato, declarar a minha inquietude e indignação. Sou professor há pouco mais de um mês na Escola Municipal Maria Araújo de Freitas, na modalidade de educação para adolescentes, jovens e adultos no turno noturno. Ao assistir a matéria com meus colegas do turno noturno ficamos chocados, pois foi polêmica, tendenciosa e irresponsável.
Polêmica porque não ficou claro para os telespectadores o que é IDEB, como a análise é feita, porque o IDEB foi o mais baixo do Centro-Oeste, quais as projeções das unidades escolares feitas pelo MEC em cada modalidade; não teve análise do perfil do público, não foi mostrado que o IDEB é um indicador estatístico e que nasceu como condutor de política pública pela melhoria da qualidade da educação e que sua composição possibilita não apenas o diagnóstico atualizado da situação educacional, mas também a projeção de metas individuais intermediárias rumo ao incremento da qualidade do ensino. O IDEB não existe para taxar a escola como melhor ou pior.
Tendenciosa porque fizeram questão justificar os termos “a melhor” e “a pior” exibindo em letras garrafais os salários pagos aos professores das duas escolas com diferença de R$500,00 exibindo a professora Gisele como muito bem paga com salário de R$1.600,00, numa escola visivelmente bem estruturada e outra professora numa escola “simples”, com salário de R$1.100,00; comparou a gestão e o corpo docente das duas escolas, colocando uma de comprometida e a outra então seria o que? Irresponsável? Foi tendenciosa sim porque o Brasil soube que uma das gestoras já administra a escola há 8 anos, mas não perguntaram há quantos anos a professora Suzy é gestora; colocou que uma escola é de bairro pobre e a outra? É de bairro nobre? Quem disse isso? Não perguntaram como era a escola de pior IDEB em 2009, ano em que a avaliação externa foi aplicada. Se tínhamos alunos traficantes ou usuários de drogas, indisciplina estabelecida, falta de recursos, uma metodologia fracassada em toda a rede, professores mal pagos, prédio e equipamentos surrupiados.
Foi tendenciosa sim, William Boner, pois o salário pago é o mesmo, só que esqueceram de perguntar porque a professora que ganha o miserável salário de R$1.600,00 fez e faz para consegui-lo: como ser aprovada em concurso público, estar na rede a mais de 20 anos, ter feito pós-graduação, cursos de formação continuada e o pior dobrar a carga-horária que chega a 60 horas semanais; e não existe diferença salarial na rede municipal de Goiânia, existe diferenças de conquistas, inclusive se o professor é concursado ou contratado temporariamente.
Foi tendenciosa, pois vocês justificaram o melhor e o pior IDEB comparando a parte física da escola e que uma melhor que a outra por problemas de gestão, o que foi mostrado como uma estrutura boa é resultado de conquistas da gestora (que está na função porque foi eleita por voto secreto e direto, num processo eleitoral transparente e democrático), na manutenção realizada pelas funcionárias da limpeza, por mutirões feitos pela comunidade e outras lutas.
O tema do JN no Ar é a base da vida – a educação – mas a reportagem foi irresponsável e inconsequente, pois foi feita com base em resultados de 2009 e esqueceram que existe uma comunidade dentro e em torno da escola, são alunos, pais, professores, vizinhos – comunidade esta que está sofrendo as conseqüências, sendo taxada de “burra”, de “escola fraca” e outros termos pejorativos mais. O IDEB apresentado é da prova de 2009 e o ano em curso é 2011, então, considero sim, a reportagem irresponsável, porque uma gestora que está no comando da escola em menos de 2 anos não pode ser taxada de descomprometida em detrimento de outra que dirige a escola há 8 anos; Irresponsável porque temos alunos matriculados nos três turnos e estes já estão sofrendo com bullying, sendo chamados de burros, que estudam numa escola ruim, que a escola vai fechar, e acredito que não, pois na aula após a reportagem ouvi os alunos dizerem com tristeza que não vão pedir transferência, pois consideram a escola um refúgio, são tratados com muito carinho e respeito, alimentam bem, os professores demonstram responsabilidade, compromisso e acreditam na capacidade de cada um.
Irresponsável porque passaram a bola e a responsabilidade da qualidade de ensino apenas para o professor e ainda exibiu salários de R$1.100,00 e R$1.600,00 como se os professores fossem muito bem pagos em um país em que um deputado federal analfabeto e palhaço recebe pelo menos R$ 98 728,08. Além dos vencimentos, tem R$ 50 815,62 para pagar os assessores, mais R$ 4 268,55 para despesas postais e telefônicas e verba de transporte aéreo que oscila entre R$ 4 253,91 e R$ 16 938,44.
Isso sem contar as despesas médicas, todas reembolsadas, o direito a publicações, o material de escritório, apartamento funcional, carro de luxo com motorista, segurança e as despesas comuns de manutenção da Câmara.
Gostaria de saber em que a reportagem contribui para a melhoria da qualidade de ensino, em que colaborou para elevar a autoestima de toda uma equipe de uma escola que luta para melhorar o fazer pedagógico.
Repudio a reportagem por não respeitar o processo democrático nas escolas e de desconsiderar os anseios da comunidade escolar.
Este é o meu parecer.
assina o professor
Arivaldo Alves Vila Real
Postado por DILMA MARIA
quinta-feira, 2 de junho de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
Concurso Público Secretaria de Educacão do Município de Senador Canedo
No fim de semana passado (22/05/2011) foi realizado o Concurso Público da Secretaria de Educacão do Município de Senador Canedo. Para os que não ficaram sabendo e ainda não tiveram oportunidade de dar uma olhada na prova de "agente educacional", o tema da redacão foi o seguinte: Educacão: um meio de ascensão social e/ou de satisfacão pessoal?
Poder-se-ia escolher entre um artigo de opinião, no qual o autor deveria defender as posicões favoráveis à educacão como forma de ascensão social e ao mesmo tempo como meio de satisfacão pessoal; ou uma carta ao leitor, na qual deveríamos nos posicionar como um estudante de escola pública e relatar o que de fato significa a educacão para ele.
Dentre os textos da coletânea, houve um que fez referência ao vestibular: Jovens buscam a satisfacão pessoal na hora de escolher a profissão. Este me instigou bastante... me pareceu um tanto quanto incoerente, principalmente pelas discussões que fazíamos em sala acerca do texto do Pedro Demo.
Achei o tema muito provocativo... e está muito relacionado com as nossas discussões em licenciatura.
E vocês, o que acharam deste tema???
Kárita Segato
Poder-se-ia escolher entre um artigo de opinião, no qual o autor deveria defender as posicões favoráveis à educacão como forma de ascensão social e ao mesmo tempo como meio de satisfacão pessoal; ou uma carta ao leitor, na qual deveríamos nos posicionar como um estudante de escola pública e relatar o que de fato significa a educacão para ele.
Dentre os textos da coletânea, houve um que fez referência ao vestibular: Jovens buscam a satisfacão pessoal na hora de escolher a profissão. Este me instigou bastante... me pareceu um tanto quanto incoerente, principalmente pelas discussões que fazíamos em sala acerca do texto do Pedro Demo.
Achei o tema muito provocativo... e está muito relacionado com as nossas discussões em licenciatura.
E vocês, o que acharam deste tema???
Kárita Segato
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Kit Anti-Homófobia: Educação e a disputa política e religiosa
Kit será uma ferramenta para o professor trazer o debate sobre diversidade sexual na escola e quebrar preconceitos, mas eu me pergunto o que nós futuros profissionais da educação temos com isso e o que de fato sabemos disso?
O Ministério da Educação, com intenção de combater a homofobia nas escolas pública do Brasil estava desenvolvendo um material junto a Ong Ecos (Comunicação em Sexualidade) fundada pela socióloga Sylvia Cavasin, com verba de R$ 1,8 milhão de uma emenda ao Orçamento aprovada pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara. O dinheiro também serviu para financiar seminários e pesquisas sobre o tema. O kit seria entregue aos professores para que estes trabalhassem o tema em aula, com o material que concite em o caderno do educador, seis boletins para os estudantes e cinco vídeos, dos quais três já estão em circulação na internet. Os boletins deveriam trazer orientações sobre como lidar com colegas LGBT abordando assuntos relacionados a sexualidade, diversidade sexual e homofobia. O material seria destinado a alunos do ensino médio, com idade entre 14 aos 18 anos. Em 6 mil escolas da rede pública de educação onde o Mec identificou casos de homofobia.
Desde o ano passado a proposta do Mec vem causando polêmica e protestos por parte conservadora e religiosa da sociedade. Desde pastores, padres e outros lideres religiosos que vem criticado e atacando a proposta. Segundo eles o Kit iria incentiva que os alunos se tornassem homossexuais. E pejorativamente o Kit vem sendo chamado por esses de Kit Gay que segundo suas teorias de conspiração seria parte de um plano de instalação de uma ditadura Gay junta a também polêmica proposta que tramita há anos no congresso PLC 122 que torna Homofobia crime inafiançável com 2 a 5 anos de prisão como o racismo.
Outra critica também vem do famigerado Deputado Jair Boçal Bolsonaro, militar da reserva do exercito de extrema direita elitista, e esse não só homofobico declarado, mas também racista sexista e machista, defensor da tortura e pena de morte de forma higienista se inspira em presidentes da ditadura militar do Brasil o qual o mesmo e saudosista, chegou em oposição o Kit Anti-Homófobia distribui milhares de panfletos contra a Kit com teor altamente homofobico que ataca toda a população e LGBTT e o principais lideres do movimento no Brasil. E é não dever ser por isso que grupos Neo-nazista fizeram um manifesto (pacifico) e claro estavam em menor numero, Pró-Bolsonaro.
Mas as polêmicas com a relação ao kit na política não para por ai já de um tempo a bancada evangélica e católica do congresso vem pressionado o Mec e o governo contra tal medida. E decidiram pressiona ainda mais nos ultimas semanas (após uma “derrota” com a aprovação da união estável de casais do mesmo sexo do STF) parlamentares desses grupos decidiram apoiar investigações sobre o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci para esclarecer a multiplicação do seu patrimônio e de pedir uma CPI na área da educação por causa do projeto do material que seria distribuído às escolas para promover a diversidade caso o kit não fosse suspenso.
Coincidentemente com a pressão da bancada cristã a presidente Dilma Rousseff que ano passado em sua campanha presidencial sofreu dura criticas de grupos cristão por se posicionar a favor do aborto e casamento homoafetivo, depois de se encontrar com a bancada evangélica e de ver trechos dos vídeos, a presidente decidiu suspender a distribuição do material. E afirmou que “O governo defende a educação e também a luta contra práticas homofóbicas. E ainda disse Não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais”. E coincidentemente por um caso ao conseguir a suspensão do kit anti-homofobia, as bancadas evangélica e católica deixaram de pedir a convocação de Palocci e recuaram na abertura de uma CPI da educação. O ministro Carvalho, no entanto, discorda da versão de um acordo com os parlamentares envolvendo o caso de Palocci: "Não tem toma lá, dá cá", disse
Então o que eu posso concluir com este Kit contra a Homofobia sobre a educação neste país? O que virou as políticas educacionais? Uma fera? Para que chantagistas possam negociar que suas crianças não virem gays ao verem os vídeos contra homofobia? Sim por que isso que eles alegam, o que engraçado que com tantos de vídeos filmes, novelas, literatura e em fim com romance, sexo, erotismo e pornografia heterossexual a população LGBTT não viraram hetero. A questão não e de preservar os “nossos filhos” da pedofilia que eles defendem que Kit aumentaria, a questão e outra, não e que eles não estão aberto ao debate sobre homofobia, pois para eles nao existe debate, pois isso não e relevante em pais em que a se mata 250 homossexuais por ter uma orientação sexual diferente onde a cada dia vemos aumentar a violências contra essa população. E porque a simples discursão na escola publica sobre o tema os ameaça tanto?
O que ele são? Ala conservadora elitista, cristã com princípios e morais da família. O que esta jogo ele manterem uma estrutura de poder heteronormatizadora em que o homem e o centro, essas questões não atingem somente os LGBTT o mesmo principio da homofobia para mim bem claro e o mesmo do homem que bate na mulher, mostrar seu poder e força. E para isso não e permitido debate, eles tem que manter estrutura milenar patriarcal machista bíblica, a final e a verdade, para eles e deve ser para todos e não vão medir esforços para isso. Agora estão se usando de chantagem barata moedas de troca. Pois afinal estamos em um Estado pseudo-laico, onde se ver as sombras da intolerância religiosa vindo do medievo e o controle sobre a forma de pensar assim como na ditadura militar.
Logo eles que dizem que os movimentos LGBTT estão implementar uma ditadura Gay, vão colocar uma mordaça neles e olha tadinhos não vão poder exercer sua liberdade de expressão de serem homofobicos, vão junta a mesma latrina de racistas e neo-nazista que não podem ser racista legalmente.
Bom era isso que tinha para dizer desculpa minha franqueza, exaltação e eu acredito que este debate só esta começando e ainda vai vir muita coisa, mas também toda vez que a sociedade da passo para frente parece que ela tende a dar outro para traz assim como foi o caso da escravidão em nosso pais havia os abolicionistas e os escravocratas e mesmo após a escravidão a população negra continua tendo problemas. E como futuros profissionais da educação ainda mais na área das ciências sociais temos de esta preparado ao debate sobre a homofobia, a diversidade sexual e um fato e como educadores teremos responsabilidades com sociedade já que será nos a educar.
Danilo Cardoso
Fontes:
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Documentário " História das Coisas"
A “História das Coisas” é uma produção norte-americana, criada por Annie Leonard, o documentário utiliza a técnica da animação gráfica acompanhada da narrativa oral, para abordar e questionar temas como a exploração dos trabalhadores e dos bens naturais dos países pobres, a divisão internacional do trabalho, o intenso consumo de produtos industrializados, a geração de grandes quantidades de lixo, o papel dos meios de comunicação e da publicidade no estímulo ao consumo, a submissão dos governos e a formação de grandes corporações capitalistas.
O documentário faz uma ampla discussão sobre as forças produtivas impostas pela sociedade através do capitalismo, que tem como objetivo despertar o consumismo, e assim exigindo cada vez mais que se extraia matéria prima dos recursos naturais para que se possam produzir infinidades de produtos industrializados para serem consumidos. Portanto nesse sistema, cada passo interage com um mundo cuja sociedade, cultura, economia e meio-ambiente esbarram em limites.
O sistema de extração, produção, consumo e lixo de acordo com o documentário é um sistema em crise, pois se trata de um sistema linear que não atende as necessidades do nosso planeta que tem como característica principal ser “finito”.
A extração é o primeiro limite enfrentado, pois devido ao grande aumento da exploração da matéria-prima os recursos naturais vão limitando-se, fazendo com que os grandes polos industriais do planeta migrem para países mais pobres para poder explorar dos seus bens naturais e da mão-de-obra barata. Só nas últimas décadas foram consumidos 33% de todos os recursos naturais do planeta, 80% das florestas naturais do planeta foram dizimadas, só na Amazônia 2000 árvores são destruídas por minuto, um número assustador.
Na produção onde essa matéria-prima é utilizada juntamente com energia para produzir produtos contaminados com tóxicos, há mais de 100.000 químicos sintéticos existentes e lançados no meio natural, na grande maioria são desconhecidos os impactos totais na saúde e no meio ambiente. É na fase da produção que fica mais nítida a divisão internacional do trabalho e a exploração da mão-de-obra barata e qualificada.
Na fase da distribuição toda essa mercadoria é exposta ao consumidor a um valor resultante da exteriorização dos custos.
O coração desse sistema, o motor gerador, é o consumismo ou ritmo de consumo, onde 99% dos produtos que percorrem o sistema são transformados em lixo, e só apenas 1% dos produtos consumidos serão reutilizados.
Nesse documentário são apresentados conceitos como obsolescência planejada, que é a criação de produtos feitos para durar pouco e aumentar o consumo, e de obsolescência perceptiva que é construção da ideia de que as pessoas devem acompanhar as novidades do mercado, comprar e usar os novos produtos para serem valorizadas na sociedade. A moda é um exemplo de obsolescência perceptiva, onde sentimos a necessidade de consumir somente os produtos ditados pela moda. A mídia e a publicidade é a grande manipuladora nesse processo de consumo desordenado.
Com o aceleramento do consumo, há o aumento do lixo, nos Estados Unidos cada americano produz em média 2kg de lixo por dia, aí então nos perguntamos, para onde vai todo esse lixo?
As formas mais comuns para se tratar esse lixo é a incineração, que é a queima desse lixo, e tem como vantagem a diminuição de volume, porém tem como desvantagem a produção de dioxina, a fonte mais tóxica produzida pelo homem. A segunda forma são os aterros sanitários, trata-se de um processo para a disposição de resíduos sólidos no solo, esse processo é responsável pela grande parte da contaminação dos solos e do lençol freático do nosso planeta.
O documentário mostra que a maneira mais prática de se alterar o sistema atual é através da conscientização por meio das pessoas e das indústrias. Porém é muito complicado alterar esse processo de consumismo e falar sobre conscientização onde todos estão condicionados à consumir cada vez mais.
Mas é algo que todos devem refletir, e procurar ser mais consciente, para diminuirmos os impactos sociais e ambientais principalmente!
Tenho certeza que ao final desse documentário você terá uma outra visão sobre o assunto.O link do documentário é o seguinte: http://www.megaupload.com/?d=K24YY9Z9.
(LADY TATIANE)
"Kit Gay" : Preconceito x Conceito
"Companheiros e Companheiras":
Abaixo, alguns links relacionados aos debates "políticos" sobre o "Kit Gay":
http://www.youtube.com/watch?v=gNJKJLCPrT4
http://www.youtube.com/watch?v=D1Bkv70SEr8
http://www.youtube.com/watch?v=zAXJXUWWbUQ
O que fica de “obscuro” nesse processo todo de construção e de reconstrução de conceitos que giram em torno do discurso elaborado pelos 3 vídeos apresentados é o de tentar entender até que ponto que esse material está contribuindo para uma educação sexual na qual já é utilizada, e, portanto adequada a fins de salientar sobre a consciência de saúde pública, ou se esse material é conseqüência do que nós entendemos por banalização do sexo em um tipo de processo “moderno” e portanto, cool, ou até que ponto está ligado a um discurso sobre a pura decisão que implica o “ser ou não ser” de certo indivíduo, ou então uma luta de poderes...ou se implica na concepção de respeito as diferenças e principalmente contra a homofobia?
Ambos os discursos não explicam de forma mais lúcida do que um guerra de poderes e de discurso, tomando todos os textos que nós vimos com o professor Frank fica essa postagem extremamente polemista para que possamos discutir sobre as reais condições “modernas” que fomentam o processo de educação.
Roberta R. Goes.
Abaixo, alguns links relacionados aos debates "políticos" sobre o "Kit Gay":
http://www.youtube.com/watch?v=gNJKJLCPrT4
http://www.youtube.com/watch?v=D1Bkv70SEr8
http://www.youtube.com/watch?v=zAXJXUWWbUQ
O que fica de “obscuro” nesse processo todo de construção e de reconstrução de conceitos que giram em torno do discurso elaborado pelos 3 vídeos apresentados é o de tentar entender até que ponto que esse material está contribuindo para uma educação sexual na qual já é utilizada, e, portanto adequada a fins de salientar sobre a consciência de saúde pública, ou se esse material é conseqüência do que nós entendemos por banalização do sexo em um tipo de processo “moderno” e portanto, cool, ou até que ponto está ligado a um discurso sobre a pura decisão que implica o “ser ou não ser” de certo indivíduo, ou então uma luta de poderes...ou se implica na concepção de respeito as diferenças e principalmente contra a homofobia?
Ambos os discursos não explicam de forma mais lúcida do que um guerra de poderes e de discurso, tomando todos os textos que nós vimos com o professor Frank fica essa postagem extremamente polemista para que possamos discutir sobre as reais condições “modernas” que fomentam o processo de educação.
Roberta R. Goes.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
o maior problema da educação está na gestão!
Disciplina dá a escola de Goiás nível de países desenvolvidos
O JN no Ar visitou as duas escolas de Goiânia com o pior e o melhor desempenho no Ideb no município. A mais simples obteve a maior média entre todas as visitadas pela blitz até agora: 7,1.
Caros colegas! Certamente todos vocês assistiram essa reportagem veiculada pelo jornal nacional do último dia 19 sobre as escolas goianienses com maior e menor média no IDEB, onde podemos observar que em uma escola com melhores instalações físicas e com professores com salários um pouco maiores os alunos obtiveram a menor nota e na outra com instalações inferiores e professores com salários menores observamos um melhor rendimento e aproveitamento dos mesmos. O que me leva a concluir que o problema está na má qualificação ou até no descaso da gestão.
Maria Aparecida
O JN no Ar visitou as duas escolas de Goiânia com o pior e o melhor desempenho no Ideb no município. A mais simples obteve a maior média entre todas as visitadas pela blitz até agora: 7,1.
Caros colegas! Certamente todos vocês assistiram essa reportagem veiculada pelo jornal nacional do último dia 19 sobre as escolas goianienses com maior e menor média no IDEB, onde podemos observar que em uma escola com melhores instalações físicas e com professores com salários um pouco maiores os alunos obtiveram a menor nota e na outra com instalações inferiores e professores com salários menores observamos um melhor rendimento e aproveitamento dos mesmos. O que me leva a concluir que o problema está na má qualificação ou até no descaso da gestão.
Maria Aparecida
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Adoção de livro de português causa polêmica, comentando..
Oi, Dilma.
Tentei comentar, mas os links não vão..então coloquei aqui.
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/files/2011/05/livro-didatico2.jpg
Vai em anexo um texto interessante sobre tudo isso:
A batalha das línguas na guerra das culturas
Elismênnia
Tentei comentar, mas os links não vão..então coloquei aqui.
Não acredito que a língua portuguesa padrão tenha maior rigor, mais que é uma variante do continuum que é o português. Desde o início dessa discussão li textos de vários autores (todos homens) criticando, muito o livro, com argumentação semelhantes as dos Sérgio Nogueira:“ não se vai a escola para aprender falar errado, pois isso já sabemos”, “ “não vamos a escola para aprender o que podemos aprender sozinhos”. Se aprendemos, aprendemos com alguém, com a família, com pessoas de convivência de várias instituições, com as professoras e professores enquanto dão aulas, ou seja, aprendemos em contexto amplos de repasse de ensino, ou agora só a escola faz isso - transmite conhecimento -? Um dos textos que chegou até mim, foi publicado na veja, tem um link sobre a discutida parte do livro, vai em anexo só a página que traz o exemplo tão “aclamado” para vocês verem do que se trata.
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/files/2011/05/livro-didatico2.jpg
Gostei da ideia do livro, e queria lembrar que questões sobre língua, ou quais vertentes falar de uma língua, quais línguas falar, são construções sociais regidas por imposições sociais, políticas, economicas, éticas... As críticas sobre o livro estariam em torno de: “ não temos produção de conhecimento válida em pessoas pobres” ? A língua culta foi uma grande conquista? Pode ser, mas foi uma grande imposição também, e a não standartização dela também vai ser, e para grupos diferentes.
Não tenho dúvidas de que podemos ver esse livro no sentido de uma luta contra-hegemonica. Se o MEC, que é a instituição mor, deu seu parecer positivo, eu fico feliz, e se agora vão contestar a legitimidade do MEC, que seja. Não foram os populares, os indígenas..que pediram um Estado-nação regulador de suas vidas. Agora vão querer mudar as suas próprias regras só por que estamos as jogando contra eles?
Vai em anexo um texto interessante sobre tudo isso:
A batalha das línguas na guerra das culturas
Elismênnia
Assinar:
Postagens (Atom)


