Bem, como vi que minha postagem gerou várias discussões, que bom, farei algunhas ponderações de forma a esclarecer alguns comentários feitos.
Primeiramente sobre a questão colocada polo RAFAEL,sei que a sociabilidade destes jovens acontecem dentro do universo da periferia,não descarto, apesar de não ter citado, a "reprodução". Quando diz que "penso que até mesmo a adesão dos jovens será pífia, ora são criados sem nunca acessar estes benefícios do Estado, tem toda a sua sociabilidade voltada para a sobrevivência e o sucesso na periferia, muitas vezes acompanhado do tráfico de drogas e da violência." Comcordo que a adesão destes jovens será/foi/e vem sendo pífea, porém acho que se ficarmos neste discurso de que não adiata fazer nada, pois as coisas são assim mesmo, a dominação histórica, que no Brasil acontece de forma sui generis, continuará sendo reproduzidos e nós continuaremos pensando que as coisas são assim mesmo e que não podemos fazer nada, é tudo que querem que fazemos, acho que o determinismo já fez muito estrago no mundo, é hora de pensarmos diferente, A LA FLORESTAN FERNANDES.
JOUBER, acho que políticas públicas não são esmolas do governo, acho que se são colocadas em prática são correções históricas da desigualdade que operou e opera em nosso país. Deveríamos sim ser parte de um todo, mas como não somos, devemos buuscar formas de pelo menos amenizar o mal que vem ocorrendo a séculos em nosso país, logo acho que há sim necessidade de inclusão pois a maioria do povo brasilerio já foi despresado lá atrás e vem sendo até hoje!
Quanto ao que JOÃO disse, bem, falou tudo de forma clara e esclarecedora e compartilho do mesmo pensamento que ele. Porém, quando diz que "a mobilodade social aqui é quase impossível", é neste ponto que defendo ações de inclusão dos jovens de periferia, pois, é com a concientizaão destes sobre suas condições que estes poderam pensar suas condições em sociedade.
Danilo C. da S. Santana
segunda-feira, 20 de junho de 2011
domingo, 19 de junho de 2011
EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE: DESAFIOS DA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA
No debate em sala de aula sobre a
“qualidade” na educação, fiquei me questionando sobre os desafios da sociedade
contemporânea e, especialmente, do ensino no Brasil. Procurando entender que objetivos
educacionais devem ser estabelecidos para se alcançar uma educação pública de
qualidade? Para se constituir uma sociedade democrática e igualitária que tipo
de diretrizes e pressupostos fundamentais deve guiar a prática educativa? Que
tipo de preparação os alunos devem ter para a vida produtiva em uma sociedade
técnico-informacional? Que cidadão se quer formar?
Essas questões não são nada fáceis
de responder, especialmente porque, o quadro econômico, político, social e
educacional e muito complexo e contraditório.
A educação escolar,
principalmente o ensino público de qualidade para todos é uma necessidade e um
desafio fundamental. De acordo com Libâneo:
“ O Brasil tem experimentado, desde o inicio da década
de 90, amplo processo de ajuste do sistema educativo. Todavia, esse
reconhecimento e esse empreendimento, especialmente no governo de Fernando Henrique
Cardoso, deram-se de acordo com uma lógica economicista, cujo projeto educativo
tem por objetivo último adequar a educação escolar às novas demandas e
exigências do mercado.”(LIBÂNEO, 2008, p. 116-117).
É nessa perspectiva que a
educação assume o papel de mercadoria ou serviço que se compra, e deixa de ter caráter
de direito universal, o que a leva ao campo da competitividade, da
fragmentação, da dualidade e da seletividade social e cultural.
Devemos então inferir, portanto
que a educação de qualidade seria aquela educação que promove para todos o domínio
dos conhecimentos e o desenvolvimento de capacidades cognitivas e afetivas indispensáveis
ao atendimento de necessidades individuais e sociais dos alunos? Ou a educação
de qualidade deve ser entendida como um fator de realização da cidadania, com padrões
de qualidade da oferta e do produto, na luta contra a superação das
desigualdades sociais e da exclusão social?
LADY TATIANE
POR FAVOR LEIA TUDO COM ATENÇÃO!!!
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sábado, 18 de junho de 2011
Qualidade a partir do que?
A última aula de Teoria Social da Educação sugeriu uma reflexão a respeito de alguns pontos referentes a Educação, de modo geral, e em particuar, a educação brasileira. Parte dos colegas, ao tomarem como base de análise a sociedade capitalista atual, expressaram que a qualidade educacional é medida a partir da capacidade das instituições adequarem suas propostas de ensino aos valores do sistema econômico. Outros, inclusive eu, aliaram-na a concepções nomeadas pelo professor como "humanísticas". Uma aluna,em paralelo, questionou o exercício de medição qualitativa dessa realidade. Diante de sua exposição, me surgiram algumas questões: se é possível medí-la, tem-se como pressuposto de que há uma referência de onde partem todos os critérios de análise. Ter qualidade seria adequar-se a que?
Se dissermos que a boa educação persegue valores humanitários construídos democraticamente, também pergunto "o que é democracia?", "ela, de fato, possibilita a diversidade de saberes, valores, métodos e formas de organização social? ", "o que são valores humanos, direitos huamanos?".
Ao se pensar nas instiuições escolares, seja no ensino básico fundamental ou no ensino superior, o que significa dizer que são democráticas? Todo aluno que se submete ao sistema educacional deve adequar-se aos valores e diretrizes da instituição. No ensino médio, por exemplo, um bom aluno deve ser disciplinado, demonstrar insteresse pelos assuntos tratados. Melhor ainda são aqueles que desenvolvem diálogos com os temas "complexos", "difíceis". Quanto mais interessados no universo burguês(também não sei exatamente o que isso significa), melhor são localizados na escala de medição. Não seria uma adequação, uma "docilização de seus corpos", conforme alegou Foucault, em direção a modos de vida e pensamento de uma elite com privilégios? A democracia é uma vitória da sociedade em que sentido? Ela promove a igualdade de direitos, deveres.... ou evidência da diferença, o "direito de sermos diferentes" conforme um dia escutei da famosa Leitão "a democracia deve ser muito mais do que a manutenção da igualdade um direito da diferença"? Acredito na transformação social da realidade social e aceito que a educação institucional seja meio importante nesse processo, mas somente diante de uma modificação em sua lógica de atuaçãol. O conhecimento é transmitido ou construído de forma fragmentada, vazia e desvinculada com prática de mundo. Nesse sentido, fico um tanto tentada a perceber toda essa estrutura como uma "violência simbólica"(Bourdieu).
Incluir alunos sem mudar a referência parece ser, de fato, a manutenção da dominação entre classes...
Maria Fernandes GOmide
Maria Fernandes GOmide
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Violência: a culpa é de quem?
No útimo domingo dia 12 de junho, o jornal O popular trouxe uma reportagem sobre o mapeamento os bairros mais viloentos da cidade de Goiânia. Esta reportagem revelava a grande incidencia de mortes dos jovens que moram em região "periféricas" de Goiânia. Esta reportagem deixou claro que está faltando políticas públicas de inclusão dos jovens na sociedade, pois esta revelou que a maioria deste eram de famílias pobres da qual os pais precisão trabalhar para sustentar seus finhos e não recebem apóio do poder pública na assistência a seus filhos.
Assim, acho que enquando o poder público não der assistência aos nossos jovens de forma a integrá-los na sociedade e para de culpar estes por seus "crimes" e lembrar que todos estes jovens vivem em sociedade e que sé há "pequenos monstros" vivendo na sociedade foi esta que os criou. Enquanto houver omissão do poder público e banalização do criminoso através da imprensa estes problemas continuarão a existir e a culpabilidade do indivíduo também.
Foi eu: Danilo C. da S. Santana
Assim, acho que enquando o poder público não der assistência aos nossos jovens de forma a integrá-los na sociedade e para de culpar estes por seus "crimes" e lembrar que todos estes jovens vivem em sociedade e que sé há "pequenos monstros" vivendo na sociedade foi esta que os criou. Enquanto houver omissão do poder público e banalização do criminoso através da imprensa estes problemas continuarão a existir e a culpabilidade do indivíduo também.
Foi eu: Danilo C. da S. Santana
Pastoras lésbicas querem fazer 'evangelização' na Parada Gay de SP
Pastoras lésbicas querem fazer 'evangelização' na Parada Gay de SP
Lanna Holder e Rosania Rocha dizem que movimento perdeu o propósito.
Organização diz que evento continua reivindicando direitos humanos.
Do G1 SP
Para o casal de pastoras, a Parada Gay perdeu seu propósito inicial de lutar pelos direitos dos homossexuais (Foto: Clara Velasco/G1)“A história da Parada Gay é muito bonita, mas perdeu seu motivo original”, diz Lanna Holder. Para a pastora, há no movimento promiscuidade e uso excessivo de drogas. “A maior concepção dos homossexuais que estão fora da igreja é que, se Deus não me aceita, já estou no inferno e vou acabar com minha vida. Então ele cheira, se prostitui, se droga porque já se sente perdido. A gente quer mostrar o contrário, que eles têm algo maravilhoso para fazer da vida deles. Ser gay não é ser promíscuo.”
As duas pastoras vão se juntar a fiéis da igreja e a integrantes de outras instituições religiosas para conversar com os participantes da parada e falar sobre a união da religião e da homossexualidade. Mas Lanna diz que a evangelização só deve ocorrer no início do evento. “Durante [a parada] e no final, por causa das bebidas e drogas, as pessoas não têm condição de serem evangelizadas, então temos o intuito de evangelizar no início para que essas pessoas sejam alcançadas”, diz.
Leandro Rodrigues, de 24 anos, um dos organizadores da Parada Gay, diz que o evento “jamais perdeu o viés político ao longo dos anos”. “O fato de reunir 3 milhões de pessoas já é um ato político por si só. A parada nunca deixou de ser um ato de reivindicação pelos direitos humanos. As conquistas dos últimos anos mostram isso.”
Segundo ele, existem, de fato, alguns excessos. “Mas não é maioria que exagera nas drogas, bebidas. Isso quem faz é uma minoria, assim como acontece em outros grandes eventos. A parada é aberta, e a gente não coíbe nenhuma manifestação individual. Por isso, essas pastoras também não sofrerão nenhum tipo de reação contrária. A única coisa é que o discurso tem que ser respeitoso.”
Negação e aceitação da sexualidade
As duas mulheres, juntas há quase 9 anos, chegaram a participar de sessões de descarrego e de regressão por causa das inclinações sexuais de ambas. “Tudo que a igreja evangélica poderia fazer para mudar a minha orientação sexual foi feito”, afirma Lanna. “E nós tentamos mudar de verdade, mergulhamos na ideia”, diz Rosania. As duas eram casadas na época em que se envolveram pela primeira vez.
O casal passou por sessões de descarrego eregressão por causa da orientação sexual (Foto:
Clara Velasco/G1)
A pastora afirma que assumir a homossexualidade foi uma descoberta gradual. “Conforme fomos passando por essas curas das quais não víamos resultado, das quais esperávamos e ansiávamos por um resultado, percebemos que isso não é opção, é definitivamente uma orientação. Está intrínseco em nós, faz parte da nossa natureza.”
Igreja Cidade de Refúgio
Segundo as duas mulheres, após a aceitação, surgiu a ideia de fundar uma igreja inclusiva, que aceita as pessoas com histórias semelhantes as delas. “Nosso objetivo é o de acolher aqueles que durante tanto tempo sofreram preconceito, foram excluídos e colocados à margem da sociedade, sejam homossexuais, transexuais, simpatizantes”, diz Lanna.
Assim, a Comunidade Cidade de Refúgio foi inaugurada no dia 3 de junho na Avenida São João, no Centro de São Paulo. Segundo as pastoras, em menos de 2 semanas o número aumentou de 20 fiéis para quase 50. Mas o casal ressalta que o local não é exclusivo para homossexuais. “Nós recebemos fiéis heterossexuais também, inclusive famílias”, diz Rosania.
Apesar do aumento de fiéis, as duas não deixaram de destacar as retaliações que têm recebido de outras igrejas através de e-mails, telefonemas e programas de rádio e televisão. “A gente não se espanta, pois desde quando eu e a pastora Rosania tivemos o nosso envolvimento inicial, em vez de essa estrutura chamada igreja nos ajudar, foi onde fomos mais apontadas e julgadas. Mas não estamos preocupadas, não. Viemos preparadas para isso”, afirma Lanna.
Interessante e diferente, mas o importante é cada um lutar pelos seus direitos e por aquilo que acredita!
Sara
quinta-feira, 16 de junho de 2011
A sociologia como disciplina obrigatória no Ensino Médio
O ensino de
Sociologia no Brasil é passou por um processo de inclusão e exclusão da
disciplina no ensino fundamental e médio, porém, foram abolidas do currículo do
ensino médio brasileiro desde 1971, por imposição do regime militar que
governou o país entre 1964 e 1985, as disciplinas de Filosofia e Sociologia
tornaram-se obrigatórias Lei Federal nº 11.684/08, sancionada pelo
vice-presidente da República, no exercício da presidência, José Alencar, em 02/06/2008.
A nova lei, publicada no Diário Oficial da União um dia após a sansão da Lei em
03/06/08, alterou a Lei Federal 9.394/96, que estabelece as diretrizes e bases para a educação nacional, e determinou a
obrigatoriedade das duas disciplinas em todas as séries do ensino médio, tanto
nas escolas da rede pública como da rede privada.
Altera o art. 36 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias nos currículos do ensino médio.
O VICE–PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o O art. 36 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar com as seguintes alterações:
IV – serão incluídas a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias em todas as séries do ensino médio.
Art. 2o Fica revogado o inciso III do § 1o do art. 36 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 2 de junho de 2008; 187o da Independência e 120o da República.
Quão maravilhoso fez o sardoso Ex-Vice-Presidente JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA em aprovar esta Lei onde, as matérias de Filosofia e a Sociologia são agora consideradas obrigatórias para o ensino médio. Isto me faz lembrar das Palavras do Professor Pedro Demo onde defende uma sociologia crítica para os alunos, isto consequentemente resultará em melhor formação para todos.
ASS: Vânia Lopes
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